Na custódia de terceiros, quem tem a chave é a plataforma, e o cliente tem um saldo registrado nos livros dela. Em autocustódia, a chave é de quem recebe: ninguém bloqueia, congela ou movimenta o valor por você, e nenhuma decisão de terceiro alcança o saldo.
A contrapartida é a responsabilidade inteira. Não há recuperação de senha nem atendimento: quem perde a frase de recuperação perde o acesso, e quem aprova uma transferência indevida não tem como desfazê-la.
É a diferença entre o valor chegar a uma carteira do próprio negócio e ficar registrado sob a administração de outra empresa. As duas formas existem e são legítimas; o que não existe é uma terceira em que se tem controle sem ter responsabilidade.